Os 10 Mandamentos da lei de Deus


1º Amar a Deus Sobre Todas as Coisas

"Amaras ao senhor teu Deus de todo o coração, de toda a alma e de todo o entendimento".

"Amarás o senhor teu Deus com todo o seu coração, com toda atua alma e com todas as suas forças" (Dt - 6,5).

"Adorarás o senhor teu Deus" (Mt - 4,10).

O primeiro mandamento convida o homem a crer em Deus, a esperar nele e a amá-lo acima de tudo.

"Adorarás o Senhor teu Deus"(MT 4,10). Adorar a Deus, orar-lhe, oferecer-lhe, o culto que lhe é devido, cumprir as promessas e as votos que foram feitos a ele são os atos da virtude de religião que relevam da obediência ao primeiro mandamento. O dever de prestar um culto autêntico a Deus incumbe ao homem, tanto individualmente como em sociedade. O homem leve poder professar livremente a religião, tanto em particular como em público" A superstição é um desvio do culto que rendemos ao verdadeiro Deus. Ela se mostra particularmente na idolatria, assim como nas diferentes formas de adivinhação e de magia.

A ação de tentar a Deus, em palavras ou em atos, o sacrilégio, a sintonia são pecados de irreligião proibidos pelo primeiro mandamento. Enquanto rejeita ou recusa a existência de Deus, o ateísmo é um pecado contra o primeiro mandamento.

O culto às imagens sagradas está fundamentado no mistério da encarnação do Verbo de Deus. Não contraria o primeiro mandamento.

 

2º Não Tomar seu Santo Nome em Vão

"Não pronunciarás em vão o nome do senhor teu Deus" (Ex -20,7).

"Senhor nosso Deus, quão prescreve respeitar o nome do Senhor. O nome do Senhor é santo".

O segundo mandamento prescreve respeitar o nome do Senhor. O NOME DO SENHOR É SANTO.

O segundo mandamento proíbe todo uso impróprio do Nome de Deus. A blasfêmia consiste em usar o Nome de Deus, de Jesus Cristo, da Virgem Maria e dos santos de maneira injuriosa.

O juramento falso o invoca Deus como testemunha de uma mentira. 0 perjúrio é uma falta grave contra o Senhor, sempre fiel a suas promessas.

"Não jurar nem pelo Criador, nem pela criatura, se não for com verdade, necessidade e reverência.

No Batismo o cristão recebe seu nome na Igreja. Os pais, os padrinhos e o pároco cuidarão que lhe seja dado um nome cristão. O patrocínio de um santo oferece um modelo de caridade e garante a sua oração.

O cristão começa suas orações e suas ações pelo sina-da-cruz "em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém

Deus chama cada um por seu nome.

 

3º Guardar os Domingos e Dias Santos

"Lembra-te do dia de Sábado para santificá-lo. Trabalharás durante seis dias e farás todas as tuas obras.
O sétimo dia, porém, é o Sábado do senhor, teu Deus. Não farás nenhum trabalho" (Ex 20,8-10).

"O Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado, de modo que o filho do homem é senhor até do Sábado"
(Mc 2,27-28).

"Guardarás o dia de Sábado para santificá-lo" (Dt 5,12).

"No sétimo dia se fará repouso absoluto em honra do Senhor" (Ex 31,15).

O sábado, que representava o término da primeira criação, é substituído pelo domingo, que lembra a criação nova, inaugurada com a Ressurreição de Cristo.

A Igreja celebra o dia da ressurreição de Cristo no oitavo dia, que é corretamente chamado dia do Senhor, ou domingo.

"O domingo... deve ser guardado em toda a igreja como o dia de festa por excelência ". "No domingo e em outros dias de festa de preceito, os fiéis têm a obrigação de participar da missa.

"No domingo e nos outros dias de festa de preceito, os fiéis se absterão da atividades e negócios que impeçam o culto a ser prestado a Deus, alegria própria do dia do Senhor e o devido descanso da mente e do corpo.

A instituição do domingo contribui para que "todos tenham tempo de repouso e de lazer suficiente para lhes permitir cultivar sua vida familiar, cultural, social e religiosa.

Todo cristão deve evitar de impor sem necessidade aos outros aquilo que os impediria de guardar o dia do Senhor...

 

4º Honrar Pai e Mãe

"Honra teu pai e tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o senhor, teu Deus, te dá"(Ex 20,12).

"Era-lhes submisso"(Lc 2,51).

"Honra teu pai e tua mãe"(Dt 5,16; MC 7,8).

De acordo com o quarto mandamento, Deus quis que, depois dele, honrássemos nossos pais e os que ele, para nosso bem, investiu de autoridade.

A comunidade conjugal está fundada na aliança e no consentimento dos esposos. O casamento e a família estão ordenados para o bem dos cônjuges, a procriação e a educação dos filhos.

"A salvação da pessoa e da sociedade humana está estreitamente ligada ao bem-estar da comunidade conjugal e familiar.

Os filhos devem a seus pais respeito, gratidão, justa obediência e ajuda. O respeito filial favorece a harmonia de toda a vida familiar.

Os pais são os primeiros responsáveis pela educação de seus filhos na fé, na oração e em todas as virtudes. Têm o dever de prover em toda a medida do possível as necessidades físicas e espirituais de seus filhos.

Os pais devem respeitar e favorecer a vocação de seus filhos.

Lembrem-se e ensinem que a primeira vocação do cristão consiste em seguir a Jesus.

A autoridade pública deve respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana e as condições de exercício de sua liberdade.

E dever dos cidadãos trabalhar com os poderes civis para a edificação da sociedade num espírito de verdade, de justiça, de solidariedade e de liberdade.

O cidadão está obrigado em consciência a não seguir as prescrições das autoridades civis quando contrárias as exigências da ordem moral. "E preciso obedecer antes a Deus do que aos homens "(At 5,29)

Toda a sociedade baseia os seus juízos e a sua conduta numa visão do homem e do seu destino. Sem as luzes do Evangelho a respeito de Deus e do homem, as sociedades facilmente se tornam totalitárias.

 

5º Não Matar

"Não matarás" (Ex20, 13).

Toda vida humana, desde o momento da concepção até a morte, é sagrada porque a pessoa humana foi querida por si mesma à imagem e á semelhança do Deus vivo e santo.

O assassinato de um ser humano é gravemente contrário à dignidade da pessoa e à santidade do Criador.

A proibição de matar não ab-roga o direito de tirar a um opressor injusto a possibilidade de prejudicar. A legítima defesa é um dever grave para quem é responsável pela vida alheia ou pelo bem comum.

Desde a concepção a criança tem o direito á vida. O aborto direto, isto é, o que se quer como um fim ou como um meio, é uma "prática infame" gravemente contrária à lei moral. A Igreja sanciona com pena canônica de excomunhão este delito contra a vida humana.

Visto que deve ser tratado como uma pessoa desde a sua concepção, o embrião deve ser defendido em sua integridade, cuidado e curado como qualquer outro ser humano.

A eutanásia voluntária, sejam quais forem as formas e os motivos, constitui um assassinato. É gravemente contrária à dignidade da pessoa humana e ao respeito do Deus vivo, seu Criador.

O suicídio é gravemente contrário à justiça, à esperança e à caridade. E proibido pelo quinto mandamento.

O escândalo constitui uma falta grave quando por ação ou por omissão leva deliberadamente o outro a pecar.

Por causa dos males e injustiças que toda guerra acarreta, devemos fazer tudo o que for razoavelmente possível para evitá-la.

A igreja ora: "Da fome, da peste e da guerra livrai-nos, Senhor.

A Igreja e a razão humana declaram a validade permanente da lei moral durante os conflitos armados. As práticas deliberadamente contrarias ao direito dos povos e a seus princípios universais constituem crimes.

"A corrida armamentista é a praga mais grave da humanidade, que lesa intoleravelmente os pobres".

"Bem-aventurados os que promovem a paz, porque serão chamados filhos de Deus" (Mt 5,9).

 

6º Não Pecar Contra a Castidade

"Não cometerás adultério" Ex20, 14; Dt5, 17).

"Ouviste o que foi dito:'Não cometerás adultério'. Eu, porém, vos digo: todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5,27-28).

Ao criar o ser humano homem e mulher, Deus dá a dignidade pessoal de uma maneira igual a um e outro. Cada um, homem e mulher, deve chegar a reconhecer e aceitar sua identidade sexual.

Cristo é o modelo da castidade. Todo batizado é chamado a levar uma vida casta, cada um segundo seu estado de vida próprio.

A castidade significa a integração da sexualidade na pessoa. Inclui a aprendizagem do domínio pessoal.

Entre os pecado gravemente contrários a castidade é preciso citar a masturbação, a fornicação, a pornografia e as práticas homossexuais.

A aliança que os esposos contraíram livremente implica um amor fiel. Impõe-lhes a obrigação de guardar seu casamento indissolúvel.

A fecundidade é um bem, um dom, um fim do casamento. Dando a vida, os esposos participam da paternidade de Deus.

A regulação da natalidade representa um dos aspectos da paternidade e da maternidade responsáveis. A legitimidade das intenções dos esposos não justifica o recurso a meios moralmente inadmissíveis (por exemplo, a esterilização direta ou a contracepção).

O adultério e o divórcio, a poligamia e a união livre são ofensas graves à dignidade do casamento.

 

7º Não Furtar

"Não roubarás" (Ex20, 15; Dt5, 19).

"Nem os ladrões, nem os avarentos. Nem os injuriosos herdarão o Reino de Deus" (1Cor 6,10).

O sétimo mandamento prescreve a prática da justiça e da caridade da administração dos bens terrenos e dos frutos do trabalho dos homens.

Os bens da criação são destinadas a todo o gênero humano. O direito à propriedade privada não abole a destinação universal dos bens.

O sétimo mandamento proíbe o roubo. O roubo é a usurpação de um bem de outrem contra a vontade razoável do proprietário.

Toda a forma de apropriação e uso injusto dos bens de outrem é contrária ao sétimo mandamento. A injustiça cometida exige reparação. A justiça comutativa exige a restituição do bem roubado.

A lei moral proíbe os atos que, visando a fins mercantis ou totalitários, conduzem à servidão dos seres humanos, à sua compra, venda e troca como mercadorias.

O domínio concedido pelo Criador sobre os recursos minerais, vegetais e animais do universo não pode ser separado do respeito às obrigações morais, inclusive para com as gerações futuras.

Os animais mais são confiados à administração do homem que lhes deve benevolência. Podem servir para justa satisfação das necessidades do homem.

A Igreja emite um juízo em matéria econômica e social, quando os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigem. Preocupa-se com o bem comum temporal dos homens em razão de sua ordenação ao Sumo Bem, no fim último.

O próprio homem é o autor, o centro e o fim de toda a vida econômica e social. O ponto decisivo da questão social é que os bens criados por Deus para todos de fato cheguem a todos, conforme a justiça e com a ajuda da caridade.

O valor primordial do trabalho despende do próprio homem, que é seu autor e destinatário. Através de seu trabalho, o homem participa da obra da criação. Unido a Cristo, o trabalho pode se redentor.

O verdadeiro desenvolvimento abrange o homem inteiro. O que importa é fazer crescer a capacidade de cada pessoa de responder à sua vocação, portanto ao chamamento de Deus.

A esmola dada aos pobres é um testemunho de caridade fraterna. é também uma prática de justiça que agrada a Deus.

Na multid ão de seres humanos sem pão, sem teto, sem terra, como não reconhecer Lázaro, mendigo faminto da parábola?

Como não ouvir Jesus que diz: "Foi a mim que o deixastes de fazer" (Mt 25,45).

 

8º Não Levantar Falso Testemunho

"Não apresentará um falso testemunho contra teu próximo" (EX 20,16).

"Ouvistes também o que foi dito aos antigos: Não perjurarás, mas cumprirás os teus juramentos para com o senhor"
(Mt 5,33).

"Não levantarás falso testemunho contra teu próximo" (EX 20,16).

"Os discípulos de Cristo revestiram -se do homem novo, criado segundo Deus na justiça e santidade da verdade" (Ef 4,24).

A verdade ou veracidade é a virtude que consiste em mostra-se verdadeiro no agir e no falar, fugindo da duplicidade, da simulação e da hipocrisia.

O cristão não deve "se envergonhar de dar testemunho de Nosso Senhor" (2Tm 1,8) em atos e palavras. O martírio é o supremo testemunho prestado à verdade da fé.

O respeito à reputação e à honra das pessoas proíbe toda atitude ou palavra de maledicência ou calúnia.

A mentira consiste em dizer o que é falso com a intenção de enganar o próximo, que tem direito à verdade.

Toda falta cometida contra a verdade exige reparação.

A regra de ouro ajuda a discernir, nas situações concretas, se convém ou não revelar a verdade àquele que a pede.

"O sigilo sacramental é inviolável". Os segredos profissionais devem ser guardados. As confidências prejudiciais a outros não devem ser divulgadas.

A sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça. E conveniente que se imponham moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social.

As artes, mas sobretudo a arte sacra, têm em vista, "por natureza, exprimir de alguma forma nas obras humanas a beleza infinita de Deus e procuram aumentar seu louvor e sua glória na medida em que não tiverem outro propósito senão o de contribuir poderosamente para encaminhar os corações humanos de Deus".

 

9º Não Desejar a Mulher(Marido) do(a) Próximo(a)

"Não cobiçaras a casa de teu próximo, não desejarás sua mulher, nem seu servo, nem sua serva, nem seu boi, nem seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao seu próximo" (Ex 20,17).

"Todo aquele que olha para uma mulher com desejo libidinoso já cometeu adultério com ela em seu coração" (Mt 5,28).

O nono mandamento adverte contra a cobiça ou concupiscência carnal.

A luta contra a cobiça carnal passa pela purificação do coração e a prática da temperança.

A pureza do coração nos permitirá ver a Deus e nos permite desde já ver todas as coisas segundo Deus.

A purificação do coração exige a oração, a prática da castidade, a pureza da intenção e do olhar.

A pureza do coração exige o pudor que é paciência, modéstia e discrição. O pudor preserva a intimidade da
pessoa.

 

10º Não Cobiçar Coisas Alheias

"Não cobiçarás coisa alguma que pertença ao teu próximo" (Ex 20,17).

"Onde está teu tesouro, aí estará teu coração” (Mt 6,21).

O décimo mandamento proíbe a ambição desregrada, nascida da paixão imoderada das riquezas e de seu poder.

A inveja é a tristeza sentida diante do bem de outrem e o desejo imoderado de dele se apropriar. E um vício capital.

O batizado combate a inveja pela benevolência, a humildade e abandono nas mãos da Providencia divina.

Os fiéis de Cristo "crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências"

(Gl 5,24); são conduzidos pelo Espírito e seguem seus desejos.

O desapego das riquezas é necessário para entrar no Reino dos Céus. "Bem-aventurados os pobres de coração ".

Eis o verdadeiro desejo do homem: "Quero ver a Deus". A sede de Deus é saciada pela água da Vida Eterna. 

 

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